Uma dor chamada "patriarcado"
Hoje não há amor nas palavras, pelo contrário, escrevo com dor.
Ao chegar em casa e abrir a caixa de mensagens, me deparei com um relato de abuso sexual - em definição simples, o abuso sexual é caracterizado quando ocorre o ato sexual ou caricias, entre pessoas de sexo diferente, ou de mesmo sexo, sem que haja consentimento de uma das partes envolvidas ou em troca de favores.
Lágrimas me escorregaram pelos olhos com o relato. Palavras de conforto me faltaram, porque não há conforto algum para nós, mulheres, quando vítimas de qualquer tipo de abuso. O que há é, dentre tantos maus sentimentos, dor, medo, angústia, desespero e impotência.
Ser mulher em uma sociedade patriarcal é matar vários monstros por dia e ser morta por alguns deles. Morremos diariamente, morremos psicologicamente, fisicamente e até a nossa "alma" vai morrendo, deteriorando-se.
Sim, vamos nós decompondo, mas uma decomposição qual não beneficia o meio ambiente. Uma decomposição que não nutri, mas definha e desumaniza o nosso habitat.
Ser mulher em uma sociedade patriarcal é matar vários monstros por dia e ser morta por alguns deles. Morremos diariamente, morremos psicologicamente, fisicamente e até a nossa "alma" vai morrendo, deteriorando-se.
Sim, vamos nós decompondo, mas uma decomposição qual não beneficia o meio ambiente. Uma decomposição que não nutri, mas definha e desumaniza o nosso habitat.
Todo dia somos obrigadas a guerrear, a nos fazermos fortes para, de alguma forma, tentarmos manter a sanidade mental e sobrevivermos em meio a esse tenebroso caos.
Nossos espinhos não conseguem nos proteger de todas as mãos, e as pétalas vão se perdendo pelo caminho. Ser mulher em uma sociedade patriarcal é resistir e tentar, apesar de todas as pedras que nos são jogadas, florescer.
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